O aluno de hoje não quer escolher entre ficar forte e ficar bem. E o mercado já percebeu isso.
A economia do bem-estar movimentou US$ 6,8 trilhões no mundo em 2024, segundo o Global Wellness Institute. Cresceu 7,9% em um ano e deve chegar perto de US$ 10 trilhões até 2029.
Trabalho com treino há mais de 20 anos. Nesse tempo, vi o aluno mudar: ele saiu da academia de máquina e espelho e passou a buscar uma experiência que cuide do corpo e da cabeça ao mesmo tempo. É sobre essa mudança, e sobre o modelo que ela favorece, que quero falar.
O mercado wellness não para de crescer
O bem-estar deixou de ser nicho. Desde 2019, a economia do wellness cresce em média 6,2% ao ano no mundo, e a atividade física avança perto de 5% ao ano, segundo o Global Wellness Institute.
No Brasil, o movimento é ainda mais forte. O país tinha 22.581 academias ativas em 2015 e chegou a 62.718 em 2025, quase o triplo em dez anos, segundo o Panorama Setorial Fitness Brasil. A projeção é passar de 70 mil até 2027.
Só que mais academia significa mais concorrência. O próprio levantamento conclui que o setor nunca foi tão grande e, agora, precisa ser mais inteligente. Quem vai crescer é quem oferecer algo que o aluno não encontra na academia da esquina.
A virada do treino híbrido
O aluno quer força, condicionamento e saúde mental no mesmo treino. A lista de tendências 2026 do American College of Sports Medicine mostra isso com clareza:
- Exercício para saúde mental subiu para o 6º lugar. 78% dos praticantes dizem que treinam principalmente pelo bem-estar mental e emocional.
- Musculação tradicional está em 7º e treinamento funcional em 10º. Os dois aparecem juntos no topo.
- Clubes de esporte e recreação para adultos entraram no top 10 pela primeira vez. As pessoas querem treinar com diversão e com gente por perto.
O caso mais claro dessa virada é o HYROX, a corrida que mistura força e resistência. Em 2019, a competição reuniu 3 mil participantes. Na temporada 2025/26 foram 1,4 milhão, segundo a Inc.
O recado é um só: o aluno não quer mais escolher entre a sala de musculação e a aula coletiva. Ele quer as duas coisas juntas, numa experiência só.
O que a gente já fazia antes de virar tendência
Em 2014, comecei a trabalhar com treino em quadra de areia. Ali ficou claro para mim que musculação e treinamento funcional não competem: se completam. Em 2023, essa ideia virou a 4Beach Gym, a primeira academia de musculação pé na areia.
O modelo junta três coisas que o mercado hoje aponta como caminho:
- Força e funcional no mesmo treino. O Método Sthanke organiza a aula em estações feitas em dupla, misturando máquinas de musculação e exercícios funcionais, com semanas de força e semanas metabólicas.
- Experiência em grupo. Turmas de até 20 alunos, uma hora de aula, com professor conduzindo e gente treinando junto.
- Treino guiado por dado. Cada aluno treina com monitoramento cardíaco, e o professor acompanha a intensidade de todo mundo em tempo real.
E tem a areia. Treinar descalço, com o pé na areia, muda a experiência sensorial do treino. O aluno não sente que está numa academia comum, e é isso que faz ele voltar.
Onde está a oportunidade
Num mercado com mais de 60 mil academias, competir por preço é o caminho mais curto para fechar as portas. A saída é diferenciação: um método, uma experiência e uma comunidade que o aluno não encontra em outro lugar.
O treino híbrido responde ao que o aluno de hoje busca: força, saúde mental e convivência, tudo no mesmo horário. Quem empreende no fitness e entende esse movimento cedo sai na frente.
Na 4Beach, a gente aposta nisso desde antes de ter nome. Se você quer empreender no mercado wellness e levar esse modelo para a sua cidade, me chama no LinkedIn. Vamos conversar.
Publicado originalmente no LinkedIn, em 5 de outubro de 2026. Rogério Sthanke é CEO e fundador da 4Beach Gym, a primeira academia de musculação com treinamento funcional pé na areia do Brasil.
